quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Dia de exame
Dia de tirar sangue. Você chega no laboratório e vê tantas carinhas aflitas, também já tive cara assustada com exame, é doloroso, a angústia da espera, o resultado, o medo, nossa, o medo é terrível.
Mas fui lá tirar meu sanguinho, afinal é necessário fazer o controle, checar e ver se tá correndo tudo bem, ou não.
Sou formada em Patologia Clínica, não exerço, mas queria eu mesma pode examinar meu sangue.
Nem sempre as mocinhas são boas e nem delicadas.
O certo seria todas profissionais, ainda mais da saúde, serem boas com seus pacientes, poxa a gente não vai lá como se vai às compras, a gente não vai lá comprar mais um sapato, a gente vai com medo ué, às vezes, com muito mesmo, outras vezes com menos medo, mas ninguém em sã consciência vai toda serelepe ao laboratório clínico, então profissionais, respeito, olho no olho, fala mansa, é o mínimo que queremos.
Essa semana fiz duas vezes exames, num deles, não confiei, fui ver em outro Laboratório, interessante é que se você paga particular, seu exame é feito na hora, resultado praticamente instantâneo, outra porcaria no quesito saúde.
Gente é tudo igual, tem essa não, de eu hoje poder pagar e ter meu exame feito com urgência, e quem vai por convênio, ter que esperar mais, injustiça séria essa.
Mas é assim que funcionamos nesse país que precisa de muita reza e não de mais reclamações. Reclamar direitos e igualdades sim, mas só se eu fizer algo para colaborar, senão é denúncia vazia. Isso é como eu penso.
Creio que o pensamento tem força, então, só ficar de blá, blá, blá, não adianta.
No que vou agir? Vou né, é meu temperamento, caso dê erro no exame, o laboratório irá arcar com as consequências, por mim e por mais pessoas que necessitam e tem o direito a um bom procedimento, exame bem feito, e tudo mais.
Vou morrer falando uma frase que me acompanha a tempo, ''não quer tratar com gente, vai fazer algo que não trate com gente'', tem vários outros empregos por aí.
______texto: Solange Mazzeto.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Cabelo? Tico e teco defumado
Amanhã fará uma semana que cortei o cabelo, pela 4ª vez de dezembro de 2014, pra cá. Eu explico, tava com um cabelo grande, no meio das costas, aí resolvi fazer luzes, ressecou pacas, tratei, fiz de novo, e dancei legal. O cabelo ficou muito ressecado, tipo, não super estragou, mas ficou seco demais, e meu cabelo nunca foi seco.
Dei uma surtada geral, tava no interior e cortei lá mesmo num barbeiro, com o cara dizendo 'seu cabelo tá danificado, seu cabelo tá palha'. Deusssss, que inferno. Votei pra Sampa, cortei num cara, porque muita gente tinha cortado nele, e tinha ficado legal, mas comigo ele não soube fazer o corte, não soube me olhar e me entender; Saca? Entender minha angústia. Cara, eu não queria tosar o cabelo, queria tratar, fazer um corte legal, mas não cortar super curto.
Dei mais uma chance ao sujeito, errou de novo, fiquei parecendo o Bozo, lembra do palhaço Bozo? Pois é!
Então, brilhantemente e envergonhada fui na minha cabeleireira, ela me entendeu, olho no olho, carinho, interesse pelo meu stress, nessa altura o tico e teco tavam alucinados, doidões, drogados, saltando de olhos vermelhos para todo lado.
Primeiramente, o salão, é uma gracinha, me senti acolhida, respeitada, e me fizeram uma super, mega, massagem no couro cabeludo, ao ponto de me dar soninho.
E então, bem calma, tranquila, confiante, meu cabelinho foi ficando bonitinho de novo, o corte? Um chanel anos 20, super fofo, de franja bem curta, eu pedi! Sim, pedi, contra quase todos, menos minha mãe. Ahhhhhhhh, rebeldemente, fiz sim, queria, tinha visto fotos e mais fotos na internet.
Agora, amando o cabelinho, fofo né gente! O meu cérebro agradece!
Solange Mazzeto -Texto -
Choro de mulher
Tá na hora de ler Caio F. Abreu de novo, de sentir as lágrimas caindo no pé, no ralo, no banheiro, misturada com sabão, tá na hora de chorar, e esvaziar a alma.
Tá na hora de sentar e chorar tudo que se chora quando o coração parte em mil, pedaços em frangalhos com gotas amargas de 'não deu certo'.
Dose de elefante, veneno e dor.
Tem né, a gente tem momentos de saudade que nos deixam meio adoentadas né, mulher é cheia de sentir muito, de morrer muito, de amar muito. Acho que homens também, mas eles sentem de outra forma, sei lá, se viram melhor na dor, ou será impressão?
Sei lá, conheço uns caras que sofreram por amor e morreram de saudade e até urraram e choraram sim, mas é mais raro, sei lá também se é mais raro, mas deve ser, é minha opinião diante do que vejo, mas não sou homem, não tô lá dentro 'morrendo de amor'.
Mas tô dentro de mim, morrendo de amor, tudo bem que é uma expressão exagerada, mas eu sou exagerada, paciência.
A vida é tão rara, com diz Lenine, a vida é tão rara, repito pra mim.
Aí me vejo escutando Lenine, relendo Caio de Abreu, e chorando até a última gota.
É hoje tá sendo assim, fazer o que?
Por Solange Mazzeto
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