quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Choro de mulher

Tá na hora de ler Caio F. Abreu de novo, de sentir as lágrimas caindo no pé, no ralo, no banheiro, misturada com sabão, tá na hora de chorar, e esvaziar a alma. Tá na hora de sentar e chorar tudo que se chora quando o coração parte em mil, pedaços em frangalhos com gotas amargas de 'não deu certo'. Dose de elefante, veneno e dor. Tem né, a gente tem momentos de saudade que nos deixam meio adoentadas né, mulher é cheia de sentir muito, de morrer muito, de amar muito. Acho que homens também, mas eles sentem de outra forma, sei lá, se viram melhor na dor, ou será impressão? Sei lá, conheço uns caras que sofreram por amor e morreram de saudade e até urraram e choraram sim, mas é mais raro, sei lá também se é mais raro, mas deve ser, é minha opinião diante do que vejo, mas não sou homem, não tô lá dentro 'morrendo de amor'. Mas tô dentro de mim, morrendo de amor, tudo bem que é uma expressão exagerada, mas eu sou exagerada, paciência. A vida é tão rara, com diz Lenine, a vida é tão rara, repito pra mim. Aí me vejo escutando Lenine, relendo Caio de Abreu, e chorando até a última gota. É hoje tá sendo assim, fazer o que? Por Solange Mazzeto

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