segunda-feira, 9 de março de 2015
Ele, ainda ele, ou só ele ainda...
Sabe aquele momento em que olhares se comunicam e a gente sente uma espécie de choque percorrer essa energia condensada, a qual chamamos de corpo?
Foi assim com o dito cujo, aquele homem lindo, super alto, se abaixando para caber no camarim, falando em camarim, maior zona, gente entrando, confusão instalada, energias flutuantes e ele ali, me olhando, observando, eu ali semi despida, meio de eu mesma, meio que personagem.
Ali o quis, por mim o beijaria ali mesmo, ainda sob efeito da personagem, sob efeito dos holofotes, da adrenalina, da magia que engloba as produções teatrais.
Ainda sob efeito do palco, dos aplausos, ainda sob efeito de ser diva.
Ainda sob o momento do êxtase...
Mesmo dia, na madrugada, nos falamos corriqueiramente, escondendo o desejo, fazendo romantismo. Sabiamente ele se instalou primeiro no meu ponto G primordial, da mente, palavras sábias, jeitinho de homem sozinho, se fazendo de carente, de bobinho.
Falando coisas como se entendesse realmente de dor de mulher.
Cai, feito patinho no sabão do lago daqueles encantadores pelos lisos... Fizemos sexo, mas pra mim foi uma cavalgada até o céu dos ''patos'', ou das patinhas que se acham menos e feias.
Ele um garboso homem, de flores na mão, cantando para mim, canções de Cartola.
Durou nada, durou pouco, mas a magia do lábio, da dança, da língua, guardo para a eternidade, onde velhinha, terei instantes de recordações, do dia que lavou minha louça e espirrou água pra todo lado, do dia que comeu da minha comida, do dia das flores lilases, do abraço de despedida... do laço da língua, da figura linda...
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